LEMBRAM DESSE DRAMA?

Fora da medicina, os leigos só falam em “eutanásia”, inclusive nós da imprensa. Todavia, esses outros dois procedimentos podem muito bem desclassificar críticas e acusações policiais

Por Giuliano Saito

A médica não fala. Não permitem aproximação para uma entrevista. Defesa consegue autorização para ter acesso as gravações que serviram de embasamento para o processo contra a médica do Hospital Evangélico de Curitiba, mas policia desobedece a determinação judicial alegando “falta de expediente”. Falta de expediente na policia????!!! Mais ainda: Embora a defesa insistisse no expediente jurídico de receber as alegações policiais no processo, esses expedientes não foram fornecidos a defesa. Na acusação contra a médica se fala em “eutanásia”- todavia, nessa questão existem outras duas especificações médica tratadas na legislação jurídica que apontam para outros dois procedimentos além da eutanásia que somente médico pode saber quando necessário ou descrever: “Anotei aqui: Ortotanásia – Distanásia”. Fora da medicina, os leigos só falam em “eutanásia”, inclusive nós da imprensa. Todavia, esses outros dois procedimentos  podem muito bem desclassificar críticas e acusações policiais e estabelecer outro rumo ao processo, pois dependendo das circunstancias, há nessa nomenclatura diferenças que se movem entre homicídio e “assistência ao suicídio”…e nos tribunais  isso representa diferenças, e como! Assim, nem conhecemos aquele hospital e muito menos a médica, mas lembrando aquela bombástica história da Escola de Base de São Paulo, quando professores foram condenados pela policia e opinião pública e depois tiveram suas inocências provadas, mas tiveram suas vidas acabadas, diferente de outros colegas preferimos aguardar o final desse caso bombástico de Curitiba – que mexe com todos nós – para então formar conceito sobre o corrido. É o recomendável, principalmente quando sabemos que de medicina ou de critérios médicos não sabemos nada. 

Isso aí em cima faz MAIS DE DEZ ANOS. E como ficou? Alguém sabe? Não, claro que não. Mas, se envolvesse um animal…já teria um epílogo. E, se assim é…eperemos mais uns dez ou quinze anos, fundamentados no fato de que estamos numa espécie de “Mangueira” que a área pública insiste em chamar de Brasil.  

 

Credibilidade se recupera???!!! Talvez!!! Quem sabe??!! Mas…que se leve em conta que o “PERDEU MANÉ” tenta até hoje…SEM ÊXITO. 

 

FOLHETINS 

“Não há efeito sem causa”…Essa é uma constatação científica que nos é ensinada desde nossos primórdios em bancos escolares. Assim é que, diante dessa turbulência que envolve o Brasil – há gente que está nos limites do desespero, como uma senhora empresária que me falou por telefone, quase chorando, pois o que quer é saber o que vem por aí para poder trabalhar em paz – é aconselhável verificarmos não apenas os efeitos, mas, principalmente, as causas que os provocaram. Assim é que, como colegas sempre colocam em seus textos ao examinarem o clima que estamos vivendo, colocam ressalvas como “não se pode admitir violências, depredações, terrorismo, etc.” –  nós, por aqui, também registramos essas circunstâncias como repulsivas, nós também registramos que a violência é causa inaceitável mas, em termos de “causas” nessa nossa situação brasileira, há outras…e muitas… há diversas…e que levaram à situação de uma espécie de “barril de pólvora” que não havia explodido até então, devido à falta de alguém riscar um fósforo, mas como acabou explodindo??  “Quem riscou, entre tantas situações apontadas, aquele fósforo ? Quem? Qual foi o momento? Por aqui, entre essas tantas hipóteses, junto como “a mais provável” aquela expressão e aquela ocasião em que foi dito, por um Ministro brasileiro em Nova York, em tom de deboche: “Perdeu, Mané”. Nos parece que foi alí o estopim – nessa metáfora – que fez o clima ficar deplorável…O indigesto, insultante e vulgaríssimo “Perdeu, Mané”!!!! –  Você também não acha?  

MESA DE BAR 

O lobo aconselhou a Raposa: 

– Se estás com a boca cheia de penas…não tentes negar que foi tu que comeu a galinha.  

– Garçom…Mais uma gelada, por favor

 

 

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