Taxa de desocupação no trimestre novembro-janeiro é a menor desde 2013

A quantidade de pessoas ocupadas ao final do trimestre que terminou em janeiro era de aproximadamente 103,0 milhões

Por Gabriel Porta

Taxa de desocupação no trimestre novembro-janeiro é a menor desde 2013

A taxa de desocupação no trimestre encerrado em janeiro de 2025 ficou em 6,5%, registrando um aumento de 0,3 ponto percentual em relação ao trimestre anterior (6,2%) e uma queda de 1,1 ponto percentual na comparação com o mesmo período de 2024 (7,6%). Esse é o menor índice da série histórica, iniciada em 2013, igualando o patamar de 2014. Os dados foram divulgados pelo IBGE ontem (27), com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua).

Geração de empregos formais
No mês de janeiro de 2025, foram criados mais de 137 mil postos de trabalho com carteira assinada, conforme anunciado pelo Ministério do Trabalho e Emprego na última quarta-feira (26). O número de empregados no setor privado com carteira assinada (excluindo trabalhadores domésticos) atingiu 39,3 milhões, mantendo estabilidade no trimestre e registrando alta de 3,6% (1,4 milhão de pessoas) no ano.

População ocupada e desocupada
A população ocupada no trimestre foi de 103,0 milhões, uma redução de 0,6% (641 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior, mas um aumento de 2,4% (2,4 milhões de pessoas) na comparação anual. O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) ficou em 58,2%, com queda de 0,5 ponto percentual no trimestre e alta de 0,9 ponto percentual no ano.
A população desocupada chegou a 7,2 milhões, com crescimento de 5,3% no trimestre, mas queda de 13,1% (1,1 milhão de pessoas) em relação ao mesmo período de 2024. A força de trabalho (pessoas ocupadas e desocupadas) totalizou 110,2 milhões, mantendo estabilidade no trimestre e crescendo 1,2% (1,3 milhão de pessoas) no ano.

Taxa de subutilização e informalidade
A taxa composta de subutilização ficou em 15,5%, mostrando estabilidade no trimestre e queda de 2,0 pontos percentuais no ano. A população subutilizada foi de 18,1 milhões, também estável no trimestre e com redução de 11,0% (2,2 milhões de pessoas) no ano. A taxa de informalidade caiu para 38,3% da população ocupada, o que representa 39,5 milhões de trabalhadores informais. Em comparação com o trimestre anterior, houve redução de 0,6 ponto percentual, e na comparação anual, a queda foi de 0,7 ponto percentual.

Rendimento médio e massa de rendimentos
O rendimento real habitual de todos os trabalhos atingiu R$ 3.343, com crescimento de 1,4% no trimestre e 3,7% no ano. A massa de rendimento real habitual ficou estável no trimestre, totalizando R$ 339,5 bilhões, e registrou aumento de 6,2% (R$ 19,9 bilhões) no ano.

Análise por setores
No trimestre, não houve crescimento na ocupação em nenhum grupamento de atividade. As maiores reduções ocorreram nos setores de Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (2,1%, ou menos 170 mil pessoas) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (2,5%, ou menos 469 mil pessoas).
Na comparação anual, cinco setores apresentaram crescimento na ocupação: Indústria Geral (2,7%, ou mais 355 mil pessoas), Construção (3,3%, ou mais 246 mil pessoas), Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (3,4%, ou mais 654 mil pessoas), Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (2,9%, ou mais 373 mil pessoas) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (2,9%, ou mais 523 mil pessoas).

Rendimento por setores e posições
O rendimento médio mensal real aumentou em três categorias no trimestre: Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (2,7%, ou mais R$ 122), Outros serviços (6,8%, ou mais R$ 171) e Serviços domésticos (2,3%, ou mais R$ 29). Na comparação anual, houve aumento em seis categorias: Indústria (4,1%, ou mais R$ 128), Construção (5,9%, ou mais R$ 143), Transporte, armazenagem e correio (4,4%, ou mais R$ 133), Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (2,5%, ou mais R$ 111), Outros serviços (9,3%, ou mais R$ 229) e Serviços domésticos (3,1%, ou mais R$ 38).
Por posição na ocupação, o rendimento médio aumentou em duas categorias no trimestre: Trabalhador doméstico (2,3%, ou mais R$ 29) e Empregado no setor público (3,6%, ou mais R$ 175). Na comparação anual, houve crescimento em quatro categorias: Empregado com carteira de trabalho assinada (3,2%, ou mais R$ 96), Trabalhador doméstico (3,1%, ou mais R$ 38), Empregado no setor público (3,0%, ou mais R$ 146) e Conta-própria (5,3%, ou mais R$ 138).

 

Compartilhe

Deixe um comentário