Avaliação de Haddad: 46,4% dos deputados consideram gestão ruim ou péssima

Pesquisa revela que 46,4% dos deputados avaliam gestão de Haddad como ruim ou péssima; no Senado avaliação é positiva, com 46,2% considerando ótima ou boa

Por Gabriel Porta

Avaliação de Haddad: 46,4% dos deputados consideram gestão ruim ou péssima

A gestão de Fernando Haddad (PT) como ministro da Fazenda é avaliada como “ruim/péssima” por 46,4% dos deputados federais, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Ranking dos Políticos. Enquanto isso, 30% dos congressistas da Câmara dos Deputados consideram seu trabalho “ótimo/bom”, e 23,6% o avaliam como “regular”.
No Senado, a percepção sobre o ministro é mais favorável. A avaliação de Haddad na Casa Alta é a seguinte:

– Ótima/boa: 46,2%;
– Regular: 19,2%;
– Ruim/péssima: 34,6%.

Esses números indicam uma queda no desempenho de Haddad em comparação com pesquisas anteriores. Na última avaliação da instituição, a rejeição do ministro entre os deputados federais era de 23,8%. Além disso, o percentual de congressistas que consideravam seu trabalho “ótimo/bom” diminuiu, passando de 46,2% para 30%.
A pesquisa do Ranking dos Políticos ouviu 110 deputados de 18 partidos na Câmara e 26 senadores de 11 partidos no Senado. O levantamento foi realizado entre os dias 11 e 12 de fevereiro.

Haddad e o Legislativo
A relação entre Haddad e o Congresso tem enfrentado desafios. A dificuldade de articulação do governo no Legislativo, agravada pelo desgaste causado pela “crise do Pix” nos últimos meses, impactou significativamente a avaliação do ministro. Na ocasião, deputados criticaram e pressionaram o governo a recuar em relação à proposta apresentada pela Receita Federal.
Otto Alencar (PSD-BA), presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), afirma que a agenda do ministro da Fazenda pode enfrentar resistência no Congresso. Segundo ele, as prioridades do governo nem sempre se alinham com as do Legislativo, especialmente em temas polêmicos, como a limitação dos supersalários do Judiciário.
Além disso, Haddad enfrenta oposição até mesmo dentro de sua própria base política devido à sua atuação no Ministério da Fazenda. O ministro defende que a reforma tributária proposta pelo governo é o principal “trunfo” do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas acredita que ela não está sendo devidamente valorizada.

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