EPR tem obras no Sudoeste suspensas pela justiça após acidente
As obras executadas pela concessionária EPR Iguaçu, nos trechos da rodovia PR-280 foram suspensas após a justiça acatar, em caráter liminar, um pedido do Ministério
Por Da Redação
As obras executadas pela concessionária EPR Iguaçu, nos trechos da rodovia PR-280 foram suspensas após a justiça acatar, em caráter liminar, um pedido do Ministério Público da Comarca de Marmeleiro, devido a um acidente ocorrido no dia 19 de maio, no trevo de acesso ao município de Renascença, envolvendo uma viatura da Polícia Militar e um caminhão. Conforme o Ministério Público, o acidente teria ocorrido pela ausência de sinalização adequada no local onde acontecem as obras na rodovia, que fazem parte do início da concessão da EPR no Lote 6. Conforme o MPPR, o caminhão estaria transitando na contramão, após a orientação de uma empresa que foi contratada para executar os serviços de readequação da rodovia naquele trecho.
A decisão que foi expedida pela Justiça em resposta a ação do promotor de Justiça Arthur Jonas Mendonça e Araújo, determinou que a concessionária suspendesse as obras em andamento ou previstas para a Comarca de Marmeleiro, e que a paralisação seria mantida até que a concessionária explicasse e comprovasse a adoção de execução de normas técnicas de segurança viária exigidas, como por exemplo a instalação de placas de advertência em distância regulamentar, a utilização de cones, balizadores, cavaletes e barreiras de proteção adequados, a instalação de iluminação noturna e eficaz nos trechos em obras, a presença de agentes de trânsito treinados e identificados, em número suficiente e posicionados estrategicamente na rodovia, bem como a apresentação e execução de um plano de sinalização e segurança aprovado pelos órgãos competentes.
A justiça também deu o prazo de cinco dias para que a EPR forneça para o 21º Batalhão da Polícia Militar, um veículo de padrão idêntico ao da viatura danificada para utilização da PM, sob pena de multa caso não haja a cessão desse automóvel.
Segundo o MPPR, o acidente comprometeu a capacidade de resposta da Polícia Militar na região, e que isso representa um risco a segurança pública. Conforme a promotoria, a responsabilidade na segurança desses locais é da concessionária e que as falhas que foram apontadas na situação, não podem ser toleradas.
A EPR afirmou em nota que desconhece o teor da ação, e que não foi notificada sobre o caso.
“Todas as normas técnicas referentes à obras em rodovia, incluindo a sinalização, são observadas. Os trabalhos realizados na região Sudoeste têm como objetivo a recuperação do pavimento, para otimizar as condições de trafegabilidade nas rodovias que são estratégicas para o desenvolvimento econômico do estado. A empresa permanece empenhada em garantir a integridade de todos os usuários da rodovia, sempre prezando pela segurança viária. A concessionária reforça que está aberta ao diálogo com autoridades e comunidade, para juntos alcançarmos as melhores soluções”, diz a nota da empresa.
