CPI do Professor Monstro deve ser protocolada nesta quinta (12)
Servidor condenado seguiu em atividade por anos; CPI vai apurar omissões da Prefeitura no caso do “Professor Monstro”.
Por Gabriel Porta
Deve ser protocolado nesta quinta-feira (12) o pedido de abertura da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Professor Monstro, que irá investigar possíveis falhas administrativas no caso do servidor condenado por abuso sexual contra uma criança no CMEI do Bairro Interlagos. O homem, apelidado pelas famílias como “Professor Monstro”, foi sentenciado a 30 anos de prisão em regime fechado, mas continuou atuando na rede municipal mesmo após a condenação.
Apesar da gravidade do caso, o servidor foi apenas transferido para o CMEI do Bairro Canadá, onde permaneceu por quase cinco anos, sendo exonerado apenas quatro anos após a denúncia inicial. A situação gerou revolta entre as famílias, que acusam o município de negligência e cobram respostas.
Segundo apurado pela reportagem, as assessorias técnicas finalizaram hoje (11) os ajustes necessários no pedido de abertura da CPI, que já conta com o aval dos sete proponentes, contendo assinaturas dos seguintes vereradores: Dr. Lauri (MDB), Edson Souza (MDB), Bia Alcântara (PT), Policial Madril (PP), Fão do Bolsonaro (PL), Everton Guimarães (PMB), Rondinelle Batista (Novo)
Assim que protocolada, a CPI será automaticamente aberta, sem necessidade de deliberação plenária. A leitura do pedido está prevista para ocorrer na próxima semana.
Após a leitura, serão definidos os cinco membros que irão compor a comissão. A escolha segue critérios partidários e não necessariamente incluirá os vereadores que assinaram o requerimento. A definição final dependerá de articulações políticas e da distribuição entre os blocos da Câmara.
