General acusado de planejar morte de Lula pede liberdade a Moraes
Defesa de Mário Fernandes diz que não há riscos em soltura e pede substituição da prisão por regime domiciliar
Por Gazeta do Paraná
A defesa do general da reserva Mário Fernandes pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que revogue a prisão preventiva do militar. Preso desde novembro de 2023, Fernandes é réu em ação penal que investiga uma tentativa de golpe de Estado. Segundo a Polícia Federal, ele teria participado da elaboração de um plano para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o próprio ministro Moraes, em dezembro de 2022.
O plano, batizado de “Punhal Verde e Amarelo”, teria sido impresso dentro do Palácio do Planalto. Mário Fernandes é apontado como integrante de um grupo organizado com o objetivo de impedir a posse de Lula e subverter a ordem democrática após as eleições.
A defesa argumenta que não surgiram novos fatos que justifiquem a manutenção da prisão. Alega ainda que não teve acesso integral à documentação referente ao plano e sustenta que outros réus estão em liberdade. Como alternativa, os advogados pedem que a prisão preventiva seja convertida em domiciliar. O pedido ainda será analisado por Moraes, que deve ouvir o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Fernandes integra o chamado núcleo 2 da denúncia apresentada pela PGR. O grupo também inclui o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques; o ex-assessor presidencial Filipe Martins; o coronel Marcelo Câmara; a delegada Marília Alencar; e o ex-subsecretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Fernando Oliveira.
As audiências com as testemunhas de acusação e defesa estão previstas para ocorrer por videoconferência entre os dias 14 e 21 de julho, sob condução de juízes auxiliares do gabinete de Moraes.
Inicialmente arrolados como testemunhas, os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, Carlos e Eduardo Bolsonaro, não prestarão depoimento. Ambos são investigados em inquéritos que tramitam no STF. Carlos foi indiciado no caso da chamada “Abin paralela”, enquanto Eduardo responde por crimes como coação, obstrução de investigação e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. Atualmente, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos e afirma ser alvo de perseguição política.
